quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Minorias e democracia.

Após observar longas e intermináveis discussões a respeito dos direito das minorias e ter assistido ao filme de Quentin Tarantino, "Inglorious Bastards", foi levantando em mim intensas dúvidas e reflexões. O holocausto e o seu imenso apoio popular desvelou como um regime forte pode em dadas circunstâncias aniquilar as minorias em seu direito biológico e político de existir. Portanto, é dever do Estado democrático assegurar o direito dessas minorias existirem e assegurar a sua segurança e igualdade de condições nos mais variáveis âmbitos da vida coletiva, sejam elas políticas, econômicas ou sociais. Em qualquer situação em que essas questões tornam-se matéria de discussões eleitorais, abre-se um precedente perigoso. Haja visto que em eleições preza-se pela conquista do maior coeficiente de votos e não pelas orientações de uma política programática racional. Portanto, o que acontece, hoje, nessas eleições é a abertura de uma porta, onde a satisfação dos valores e crenças de um dado grupo religioso é colocado como prioridade para que a vitória seja alcançada. Tanto PT e PSDB, partidos progressistas de centro-esquerda encontram-se numa cilada, onde questões como o aborto e os direitos dos homossexuais são colocados através de um prisma religioso-moralista. Sendo que ambos possuem tradicional posição de que cabem a essas questões serem discutidas sob o prisma laico e universal do Estado. A sociedade civil brasileira pouco afeita a discussões e, em sua maior parte, alienada de debates mais profundos sobre esses assuntos que influenciam diretamente o cotidiano das relações sociais, cai, consequentemente, num jogo de valores orientado por posições maniqueistas. Para evitar que o obscurantismo da falta de discussão sobre a esfera de direitos seja ele qual for crie ainda mais intolerância, é preciso que a sociedade civil junto com o Estado crie, de fato, espaços de discussão entre os mais variados grupos e segmentos sociais. O choque de valores é crucial para que se evite a construção de valores totalitários e a mitificação negativa do outro. Portanto, sou a favor de uma agenda que coloque em pauta permanente a discussão dos direitos das minorias sob o olhar do Estado democrático  de direito. Hoje entendo a importância da teoria de Habermas, nunca foi tão importante levantar essas discussões, colocando o outro em frente ao outro sob a mediação dos valores dos direitos universais.

Escrito por André Siquinelli Nakane.

sábado, 2 de outubro de 2010

Eleições II.

Há dois dias das eleições, fiz o que pude para tirar votos da Dilma. É uma tarefa inglória, tendo tão pouco tempo para me dedicar a prática política. Para isso, resolvi me conectar aos outros pela internet. Joguei vídeos que desvelam o grau de estupidez e ignorância dessa candidata duas caras. Percebi que ela quer agradar a todos, se posiciona em qualquer espaço do tabuleiro dependendo da conveniência. Isso evidencia que ela é a pior candidata, todos fazem isso para ganhar as eleições, mas Dilma vai além. Ela traz esse perfil em sua radicalidade. É fácil pegar dois discursos no qual ela se contradiz. Chega a ser hilário. Uma candidata duas caras, sem alma política, sem personalidade, uma marionete da pseudo-esquerda. Sem alma, pois a alma que nessas eleições ela carregou foi de Lula e alma desse presidente é forte. O fortalecimento do empresariado brasileiro. Em grande parte beneficiado pela estabilidade econômica dos últimos dezesseis anos, fez com que a economia gerasse mais empregos e muitos ascendessem de classe. Uma política que não mudou de orientação e que o PT oportunamente se apropriou. Assim como os programas assistenciais. O PT é uma farsa muito bem montada por Duda Mendonça, José Dirceu e Palocci. Um partido manipulador que não contribui para a mudança substancial da sociedade brasileira.