sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Vinte e sete anos.

Estou prestes a completar vinte e sete anos. Inacreditável. Lembro quando eu tinha quinze anos e resolvi imaginar como o mundo seria e o que eu estaria fazendo quando eu completasse vinte e cinco anos. Aos vinte cinco eu imaginava estar empregado na área em que me formei, namorando, morando fora e tendo um certo tipo de autonomia e distância dos meus pais. Nada disso, eu estou trabalhando, mas não sou empregado. Sou empresário e jamais tive pretensão em empresariar qualquer tipo de coisa a não ser a idéia de montar um barzinho de rock aqui em Ribeirão Preto. Eu imaginei várias coisas que não aconteceram, mas isso evidencia a complexidade dos rumos que a nossa vida pode tomar. Temos pouco controle sobre o futuro e não acho isso algo desesperador. É interessante saber lhe dar com as circunstâncias que vão aparecendo e aos poucos ir construindo o seu próprio caminho. Nada é como imaginamos e nisso está a beleza do mundo e da realidade. Aos vinte e sete anos tenho muitos motivos para comemorar. Principalmente o crescimento espiritual dos últimos anos após ter me formado. Aprendi várias ensinamentos da vida e aprendi a jogar as peças nesse tabuleiro de vaidades. Ainda me consome as reflexões sobre a vida, mas não me sinto mais num beco solitário a espera de companhia e redenção. Nem me sinto impotente no pequeno barco em que navego, desafiando ondas e as vencendo dia após dia. Hoje sou o que sou por todo esse caminho onde meus pés uma hora andaram, outrora correram e algumas vezes ficaram parados. Vinte e sete anos, quem diria.

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