Há muito estou aqui, sentando, prostrado, em pé, andando de lá e pra cá, na tentativa de fazer com que dos meus dedos saiam palavras, idéias, teorias, resmungos, qualquer coisa que se faça digna de ser passada a diante. Nesse mundo de conexões, palavras industrializadas, excessos, garimpar dentro de si o que é importante torna-se uma ação diária, constante. Vamos ver no que isso vai dar.
sábado, 7 de agosto de 2010
Ajax
Ontem o dia passou voando como Ajax. Não tive chance nenhuma de articular o blog, criar alguma relação reflexiva com esse mundo infinito das conexões. Trabalhei a mil. Como um mediador de rações, mercadorias, recebi e passei para frente diversos produtos. É estranho. Uma relação superficial com as coisas que me mantém concretamente vivo. Mas o que é concreto? E, talvez, muito mais o espírito me mantém vivo do que notas de dez reais. Não sei. Também não me importa saber. Medir a importância das coisas é mais importante. O blog é muito importante nesse tempo de escassez. Outrora havia excesso de tempo livre para reflexão e isso me tornava um homem excessivamente melancólico. Hoje o pouco tempo que tenho para o livre-pensamento me torna um homem brutalmente seco. Muitos dizem que a dimensão do homem está na maneira com que ele se articula com as circunstâncias. O homem medíocre é aquele que é moldado pelas circunstâncias, já o homem excepcional é aquele que torna-se senhor das circunstâncias. Eu não sou nem um nem outro. Eu danço com as circunstâncias e vou levando-a e ela me levando, sem nunca saber onde será o meu ponto de chegada. Se é que há de fato um ponto de chegada. Portanto, mesmo que haja obstáculos a serem vencidos, no ato de agir é muito mais importante enxergar as oportunidades, enquanto no ato de refletir é mais saudável observar o que há de barreiras, obstáculos. Então, a máxima de Gramsci faz todo o sentido, o otimismo da ação e o pessimismo da crítica. A boa relação entre agir e refletir torna o homem um ser inteligente, faz dele ele mesmo. Antes havia o excesso da reflexão e o pessimismo tomava conta de tudo o que me cercava, hoje há o excesso da ação e um certo Cândido toma conta do meu espírito. Nem um nem outro devem ser levados a sério. Há que se buscar o meio-termo como ditava o comedido e sábio Aristóteles, evitar os excessos é uma postura sábia e se foi assim na Grécia antiga continua a ser até os dias atuais. A junção dessas duas posturas é poderosa. Lembro do super-homem de Nietszche. E esse tal conceito pode parecer espetacular se levado na brincadeira, mas tomando o como uma meta pode ser um conceito para lá de possível e real.
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Nietszche....amo Nietszche...até porque somos "humanos demasiadamente humanos"
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