sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Mais pra cima nos próximos textos.

O Luis falou pra que eu escreva textos mais alegres nesse blog. Ele tem toda a razão. Afinal, eu e meus amigos não estamos mortos e temos muita sede de vida ainda e espero que assim seja até o dia que não estaremos mais presentes nesse mundo. O Lucas disse que o blog é muito egocêntrico, concordo também. No entanto, toda a mídia fala sobre política, cultura e outros problemas sociais. Esse mini-espaço virtual, então, será usado pra falar sobre as nossas próprias histórias individuais mesmo. São tantas coisas a serem grafadas aqui e tantas outras a serem escritas no decorrer de nossas vidas. Antigamente eu tinha a impressão que a amizade tinha tempo para acabar. Sim, algumas amizades parecem ter prazo de validade. Mas com Luis, João, Marco, Lucas e Marcelo, aprendi que amigos pra valer mesmo são poucos. Não é questão de se fechar em um grupo seleto, não é nada disso. Nesse círculo de amigos cada um tem o seu tipo de pensamento, a sua maneira de ser, de se portar, se vestir. Cada um com a sua individualidade e todos unidos por aquilo que entendemos como amizade. Hoje estamos todos enfrentando os maiores desafios de nos tornarmos adultos. Eu lembro dos dias em que era uma grande diversão ir até o apartamento do Lucas, das tantas vezes que eu e ele falamos sobre política, garotas, futebol. Era grande a sensação de olhar para o teto do apartamento e ver que eu não estava caminhando rumo ao desconhecido sozinho. Incríveis foram as noites em que sem carro, andávamos por ruas e avenidas de Ribeirão. A sensação de cruzar a noite junto daquele grupo, isso era ser adolescente. Tocar violão nos churrascos, comprar guitarras, ouvir Guns and Roses. Um momento especial foi tocar One in a Million junto com o João na praca da Matriz em Delfinópolis. Inesquecível. Eu e João, os dois perdidos no meio de uma cidade pequena, esquecidos pelo mundo, tocando Guns naquele violão de doze cordas. Outro momento inesquecível foram as viagens e acampamentos. Lembro do dia em que fomos a praia. Eu fiquei abismado. Andando pela praia com meus amigos, o meu silêncio incomodava o Lucas, ele achava que eu estava triste por guardar tanto silêncio naquela caminhada. Na verdade, eu olhava para o horizonte e via que estávamos crescendo juntos, eu não estava mais no apartamento dele, comendo os deliciosos cafés da tarde que a Lúcia fazia. Nós estávamos numa praia, sozinhos. Uma aventura verdadeira e unica. Eu amo meus amigos e acho que irá ser assim sempre. Estamos passando pelo limiar do tempo, deixando de vez a adolescência. Iremos leiloar nossas gravatas em nossos casamentos e iremos ao batizado de nossos filhos, faremos viagens com nossas famílias e seguiremos, tenho certeza disso. A linhas do horizonte daquela praia de Itamambuca não me deixa enganar.

Um comentário: