sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Iron Maiden.

Estou baixando a discografia inteira do Iron Maiden. Lembro quando a Amanda Rivoiro me deu de presente o álbum Piece of Mind. Um disco de mil novecentos e oitenta e dois, ou seja, eu nem tinha nascido quando a banda produziu aquelas músicas. The Trooper, uma música mágica com um solo de arrepiar os pêlos, técnica, melodia e velocidade. Meu passado foi muito roqueiro, me recordo dos tempos em que eu passava tardes e mais tardes em lojas de discos. Era uma grande sensação pegar aqueles CDs e ouvir faixa por faixa. Hoje tudo isso acabou. Eu jamais conseguiria na minha adolescência ter em mãos toda a discografia do Iron. Agora posso ter esse tesouro musical a qualquer momento. Quando eu tinha dezesseis anos, juntava a mesada mês a mês e torrava tudo em CDs. Nessa disciplina de consumir CDs, colecionei mais de CEM álbuns de rock. No entanto, em dois mil e dois, minha república foi assaltada e eu perdi o meu toca-disco e todos os meus CDs. Hoje pouco me resta daquela época devido a esse assalto. As minhas camisas de banda ficaram gastas e velhas, a minha mãe jogou fora todas elas. Dei minha única bandeira do Guns para o Luis. Vendi a minha guitarra para o Lucas e depois o meu contra-baixo para a banda Estamos Aí. Troquei meu violão de doze cordas por um violão de náilon. Acho que não conservei nenhum objeto dessa época. Uma época marcada por barzinhos, pouca grana, muito rock, muitas madrugadas em claro, andando a esmo pelas ruas desertas de Ribeirão e Araraquara. Quantas vezes não andei com meus amigos de bar em bar, quantas vezes não fomos ao bronze curtir Senhor X? Foram inúmeras vezes. Foi uma grande fase. Sem garotas, mas com inúmeros projetos ao som de Purple Haze e Cocaine. Eu tenho uma foto que vale por toda essa fase. Uma foto que tirei em Araraquara, onde eu estava encostado na placa da rua Humaitá com calça rasgada e camisa do Led.

Um comentário:

  1. Dia 21/08 é dia de revivermos as noites de rock da Velha Guarda no Vila.

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