Há muito estou aqui, sentando, prostrado, em pé, andando de lá e pra cá, na tentativa de fazer com que dos meus dedos saiam palavras, idéias, teorias, resmungos, qualquer coisa que se faça digna de ser passada a diante. Nesse mundo de conexões, palavras industrializadas, excessos, garimpar dentro de si o que é importante torna-se uma ação diária, constante. Vamos ver no que isso vai dar.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
A espera do segundo sol.
Estou aqui sentado a espera do segundo sol. Nós que somos infelizes com a convivência desse sol solitário. Estou a beira da meditação, afastando esse caos ordenado em meses, dias, anos, séculos e segundos, horas e minutos. Quem nunca esteve a espera da salvação? Ontem foi um dia tragicamente parado, hoje o mesmo de ontem se repete. Tudo parado, trágico! Até meus pensamentos pararam, tudo parou. Meus pés doem nesse descanso forçado. Voltarei mais tarde e nenhuma novidade terá vez nessa paradeira toda. Enquanto as ruas se fazem falsamente paradas, a agricultura e a indústria não param de sacrificar bilhões de litros de água limpa a fim de sustentar a nossa tal sonhada sociedade de consumo. Aqui em Ribeirão Preto a cana não pára de ser queimada, fumaça e mais fumaça a cada dia trabalhado. Por isso aproveito esse ilusório senso de paralisia e sigo pensando e meditando a respeito do segundo sol. O messias que virá do nada que o precede para o tudo que nos resta para além do nosso alcance de esperar.
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