quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Após o Crepúsculo a espera do nascer do sol.

Acabei de chegar da casa da minha namorada. Hoje ela esquentou a janta e depois fomos na sorveteria. Eu estava tremendamente cansado, o dia foi cheio de altos e baixos. Divaguei muito sobre a minha profissão e percebi o quanto me faz falta a erudição e o ato de escrever. Afinal de contas, o comércio me toma quase todo o tempo, cerceando muitas atividade que antes faziam parte do meu cotidiano. Estou num momento onde lembrar do passado e sentir o peso morto de tantas memórias me faz languidamente nostálgico. Não, eu não tenho nenhum afã pelo passado, nem sinto remorso pelo presente. Estou muito bem posto nesse cenário que me encontro. O meu "afair" pelo passado é conseqüência das minhas crescentes divagações sobre pessoas que ficaram perdidas no caminho. Olhando para trás, lembro de situações e circunstâncias que nunca mais irão se repetir, presas naquele momento que só se reaviva quando puxadas pelo precário ato de recordar. Fiquei desse jeito a tarde e um pouco na parte da manhã. Só voltei a mim e as coisas vivas e coloridas quando Fabiana, a minha namorada, abriu a porta e me abraçou. Eis, então, a importância da pessoa que não ficou para trás, mas que caminha comigo todos os dias dessa passageira vida. Pensei no poderoso conceito do que é amar, pensei em seu sentido intelectual, partindo de mim mesmo, da minha experiência real. Percebi que o Amor, talvez, seja essa atração dos movimentos entre dois seres como eu e a minha namorada. Uma atração que faz com que caminhemos juntos por toda a jornada de nossa existência. Amar é esse dia a dia de querer estar sempre se relacionando, seja por meio de afagos, diálogos, troca de e-mails, recados, mensagens de celular, ligações telefônicas, msn. Eu sempre fui muito adepto do Amor platônico, irreal. Hoje o meu Amor é tão presente, tão concreto, tão palpável. Olho para trás e vejo o quanto me relacionar e amar a minha namorada me fez outro, me deu energias e conhecimento para crescer, aprender a ser e não apenas desejar. Hoje olho meus antigos textos e tenho uma impressão de que eles são tão irreais na medida em que esse meu eu foi deixado há tempos para trás. No entanto, as formas, o estilo e a maneira de conceber os sentimentos em nada mudaram. Ainda sou um ultra-romântico e apaixonado pelo lirismo do canto, a única diferença é a maneira de me portar diante do mundo e suas possibilidades. Eu amo tanto a Fabiana e gosto tanto de ficar em seus braços jogado no sofá. Aprecio ficar sozinho com ela, ter sua boca sussurrando dialetos de carinho em meus ouvidos. Afagos e mais afagos de seus braços e abraços. Como desejar voltar ao passado onde Fabiana era apenas uma idéia distante se hoje eu a tenho bem firme em meus braços? Como? Não, eu amo abrir a porta e ver que para além do poema mais bonito a minha mulher existe e se encontra em meus braços.






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